A Márcia tem uma história legal. Segundo consta da sua biografia não autorizada lá da Wikipedia, ela nasceu numa família pobre e foi morar em Paris, ali pela década de 80, onde trabalhou com o “agenciamento de artistas brasileiros”. Curto o eufemismo, mas na minha cabeça só consigo imaginá-la envolvida com cafetinagem.
Cansada dessa vida, retornou ao Brasil, deu um golpe do baú e casou com um suíço, de quem herdou o sobrenome chique: Goldschmidt. Quase o mesmo do amigo Tadeu. Já em terra brasilis, Marcinha montou uma agência de relacionamentos chamada Happy End e depois conseguiu um programa de mesmo nome na Rede Mulher.
Escreveu dois livros e um deles, veja só, também dedicado aos relacionamentos: Dicas para um Primeiro Encontro com Final Feliz.
Ela sempre foi uma pessoa que se empenhou em formar casais, por mais efêmera que fosse aquela relação de 2h entre uma putinha brasileira e um gringo. Mas algo aconteceu com Goldschmidt. Ela parou de se dedicar à resolução de problemas conjugais e passou a utilizar seu programa pra destruir relacionamentos.

Márcia virou o extremo oposto do amigo Silvio Santos. Entrou numa vibe meio Dr. Abobrinha: primeiro tenta tomar a vaga daquele que fornecia binóculos e perguntava se era namoro ou amizade no palco em formato de coração, para depois a destruir relacionamentos.
Nessa tarde chuvosa do dia 10 de novembro de 2009, um casal cujo laço afetivo não era tão forte quanto as muralhas do Castelo Rá-tim-bum sucumbiu diante da VILÃ. Márcia colocou um polígrafo entre o casal composto por uma versão morena do Chrigor e sua quase futura esposa Marriete, a cara da amiga Miyadzu.
Se liga nas perguntas capciosas:
Márcia: você mentiu para conquistá-la? Chrigor: Sim. Polígrafo: verdade. Chrigor tenta se explicar: sobre condições financeiras, modo de trabalho.
O cara ganhou a guria no paparico, mas a Márcia fez questão de mostrar que ele é um 171. Tu trabalhavas com o que, Chrigor? Era traficante?
M: você se contenta com uma mulher só? R: Sim. Polígrafo: mentira.
Triste, Chrigor. Como tu caiu nessa? Todo mundo sabe que o homem algum se contenta com uma só mulher. Fala a verdade, cara. Deixa eu te ensinar: na hora da explicação, tu diz que deseja a Nana Gouvêa. Não a tua cunhada gostosa.
M: você já esteve com ela pensando em outra mulher? R: Não. Polígrafo: mentira.
Denovo aqui, Chrigor, mas deixava claro que tu te imaginavas com qualquer famosa menos a Fernanda Young.
M: você confessa que no início do namoro beijou outra mulher? R: Não. Polígrafo: mentira.
Chifrão, Chrigor. Como diabos tu tens coragem de passar por um polígrafo? Aí já nem sei mais.

- puro êxtase
Marriete diz que tudo acabou entre os dois. Bom trabalho, Márcia, menos um casal que vivia feliz na mentira.






















