Geral

Aquele Cara – João Carlos Barroso

Estreia agora, aqui em Bombril na Antena, a série Aquele Cara, uma sequência de 23 milhões de textos sobre os desconhecidos mais famosos da televisão aberta brasileira. No episódio de hoje, reconheçam João Carlos Barroso.

Ti toisa fofa ti mãe.

Ti toisa fofa ti mãe.


A vida de João Carlos Barroso na TV pode ser interpretada como uma metáfora da sua, jovem leitor descolado de Interbarney, que agora se acha por cima da carne seca, mas que ao passar dos 30 será apenas o tio sem grana aturado no churrasco do cunhado porque é meio engraçado.

Nos gloriosos 70, João era um promissor galã que preenchia sonhos eróticos de jovens domésticas entre uma previsão para áries e outra.

Valendo 20 cruzeiros.

Valendo 20 cruzeiros.

Em O Bem Amado, um obeso sucesso da época, interpretou Eustórgio, filho do próprio Zeca Diabo (Lima Duarte), o arquiinimigo do prefeito Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo).

Ninguém era gordo.

Ninguém era gordo.

Mas nos 80 a maré baixa um pouquinho. A opinião pública sobre o que é ou não belo volta a se aproximar do ideal grego e Barrosão vira o Toninho Jiló de Roque Santeiro. Personagem com certo destaque, mas já na linha do engraçadinho.

E no ABC do Santeiro o que diz o A, o que diz o A.

E no ABC do Santeiro o que diz o A, o que diz o A.

A partir daí, João coleciona papéis que definitivamente o colocam como um dos principais Aquele Cara em atividade no Brasil, já que o ator acumulou em seus trabalhos duas características marcantes de um grande Aquele Cara: nome engraçado e profissão que não exige curso superior.

Ele foi carteiro, motorista, picareta, policial e assumiu nomes como Waldisney (Mico Preto, 1990), Arquibaldo (Pedra sobre Pedra, 1992), Pereirinha (Uga Uga, 2000) e Amigo de Edvaldo (O Clone, 2001).

Oi, minha imagem apareceu para os resultados de Pereirinha no Google.

Oi, minha imagem apareceu para os resultados de Pereirinha no Google.

Hoje, Barroso é parte do elenco do Zorra Total fazendo um pouco de tudo: do marido traído ao cinquentão safadão com seu scotch na mão.

É verão, um sinal, já é tempo.

É verão, um sinal, já é tempo.


Sem dúvida um fofo, como o tio sem grana meio engraçado.

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Geral

Live Blogging BBB 10 – 2º paredão

Veja aqui a transmissão comentada do primeiro paredão do Big Brother Brasil 10.

Comentários da equipe “5 contra 1″: @amatos30, @aperteoalt, @Deeercy, @microcontoscos e @tiodino.

Convidados ALÉM de  especiais:  @OCriador e @MussumAlive

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Geral

Live Blogging BBB 10 – 1º paredão

Veja aqui a transmissão comentada do primeiro paredão do Big Brother Brasil 10.

Comentários da equipe “5 contra 1″: @amatos30, @aperteoalt, @Deeercy, @microcontoscos e @tiodino.

Convidados mais que especiais:  @ulissesmattos@prosopopeio e @silviolach

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Geral

Live Blogging – Big Brother Brasil 10

Veja aqui a transmissão comentada da estreia da 10ª edição do Big Brother Brasil.

Comentários de: @amatos30, @aperteoalt, @Deeercy, @microcontoscos e @tiodino.

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Altas Horas

Altas Horas com NX

Me dá uma tristeza profunda quando eu ligo a TV e vejo o Serginho anunciando as atrações da noite. Isso quer dizer que ainda é cedo e que o programa ainda nem começou e que, se eu estiver esperando pra ver alguma coisa depois (Family Guy) terei que esperar quase 17 horas. Essa semana foi assim.

Saia de cintura alta galera

Fê Paes Leme com uma saia de cintura alta galera

Porque no Altas Horas acontece um fenômeno interessante com relação ao tempo. Sabe num filme, quando se passa muito tempo da história, e eles ficam usando aqueles “10 anos depois” aí passa uma cena, aí depois “Mais 15 anos depois”. Você sente que MUITA coisa acontece em muito pouco tempo, então às vezes parece que um filme de 90 minutos (que já quase nem existem mais, por sinal) dura 200 minutos. Com o Altas Horas é assim. Não sei a duração real do programa, mas parece que só o primeiro bloco é de 4 horas.

Essa semana eu só vi o primeiro bloco, e acho que nem foi inteiro.

Tava lá a Fê Paes Leme e ela protagonizou um dos melhores momentos da noite. Serginho começou um papo com ela, “então Fê, eu sei daquele teu problema, acho que ninguém mais sabe…” e ela ficou branca. Ela disse: “aaaa você sabe é então…”, e o Sergio “pois é, acho que eu vou contar pro pessoal…” e ela pálida quase tremendo “bom acho que pode contar né não é mais segredo mesmo…”, e o Serginho “pois é galera a Fê é são paulina doente tipo torce muito né Fê”. E ela respirou muito aliviada e falou “aaaah era isso…”. Juro que achei que o Serginho ia entregar que ela tinha AIDS ou algo assim. Porque ela fez uma cara muito flagrante. A primeira pergunta que ela teve que responder foi a clássica “qual o personagem que mais marcou a sua vida” e a resposta também foi a clássica “o último né gente sempre o último”.

Convidados musicais eram o Afro Reggae e NX Zero que’, é lógico, cantaram uma música juntos. Quer dizer, bem na picaretagem fizeram um pout-pourri com Bob Marley e Tim Maia, eu acho. E nenhuma surpresa em como os caras do NX Zero são manés. Eles são o que os americanos costumam chamar de douchebags. E as músicas todas têm aquela noção torta sobre o amor e a vida e são ridículas. Não gosto.

Recomendo fortemente que não perca o episódio da semana que vem, especial de 9 anos. Vai ser no Piscinão de Ramos.

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Farinha pouca, meu Kibe primeiro

O amigo Luciano Huck teve uma trajetória curiosa na televisão brasileira. Ainda nos anos 90, estreou um programa de variedades voltado para o público jovem, na Rede Bandeirantes: o Programa H (de Huck). Os dois maiores atrativos do vespertino, entretanto, não variavam muito: eram loiras ou morenas. Uma depiladora numa lingerie preta ou uma feiticeira em trajes sortidos.

Após sucesso estrondoso na exposição do cameltoe das companheiras Suzana Alves e Joana Prado, um upgrade salarial acompanhado de um downgrade na qualidade surgem como conseqüência da opção por trabalhar para a maior emissora de televisão do país. Até os dias atuais, na companhia de um dos homens mais criativos revelados pela web, mantém um programa de audiência consistente nas tardes de sábado.

Com o MrManson o Huck joga Rock Band e deixa o Tabet na redação? Que errado

Com o MrManson o Huck joga Rock Band e deixa o Tabet na redação? Que errado

Como era de se esperar após a contratação do caríssimo Antônio Tabet, o Caldeirão virou um grande Kibeloco da televisão brasileira. Como lembraram os amigos do N.E.C.A. com a sutileza que lhes é peculiar, o Lata-Velha é uma cópia descarada do Overhaulin’, Soletrando copia o Spellbound e o Lar Doce Lar é a versão filantrópica do Extreme Makeover: Home Edition. Se você não entendeu, pode clicar aqui.

Quando você esperava que seu domingo não poderia ser mais surreal (depois da extinção da Banheira do Gugu e do emagrecimento do Faustão), o próprio Gugu (ex-affair do Geraldo Luís e irmão da numeróloga Aparecida Liberato) levou às últimas consequências o ditado “quem com ferro fere, com ferro será ferido”. Ele kibou o kibe e resolveu tunar o caminhão de algum cidadão de baixa renda.

Indignado com a situação, o amigo Luciano Huck manifestou-se no seu Twitter. Aparentemente se arrependeu e deletou depois, mas tirei um print screen:

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Amigo Luciano, o Gugu quer se inspirar no Lata Velha como você se inspirou no Overhaulin. O nome disso é kibar, não inspirar, você está usando os termos de maneira incorreta. Os 80% do programa do Gugu são uma homenagem ao seu programa, que são homenagem a outros tantos programas que foram originais de verdade. Aliás, até outro dia você estava dirigindo um táxi e agora quer reclamar do Gugu?

Não, né? (tm Felipe Neto)

Não, né? (tm Felipe Neto)

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A Fazenda 2

Boletim A Fazenda 2 #1

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E aí, mais alguém empolgado com A Fazenda 2? Depois de uma primeira edição que começou genial e terminou meio claudicante, a Record vem mostrando que aprendeu com os erros. O season premiere de domingo foi incrivelmente ágil e dinâmico, algo impensável alguns meses atrás.

O cast está excelente. Desde caras que realmente fizeram alguma coisa da vida, como meu conterrâneo Xuxa, até verdadeiras piadas internas do programa, como a bela Andressa do Théo Becker.

Já na terça-feira, Sheila Melo saiu derrotada do Desafio Semanal, e foi a primeira a rebolar na roça – versão fazendeira do tradicional paredão.

liane

Estranha simetria, aliás. Tanto a nova loira do Tchan fracassada (Liane, à esquerda do seu vídeo) quanto a nova loira do Tchan vencedora (Sheila, à direita) tiveram destinos semelhantes: o confinamento em reality show. Eis que a nova loira do Tchan fracassada mostra que o tempo é o senhor de todas as ironias, já que o reality show da Liane, pelo menos, passava na Globo.

Na votação de quarta, depois de um empate entre o lamentável modelo Caco Ricci e a desagradável Ana Paula, Sheila Melo decidiu que enfrentaria a bandeirinha. O voto da fazendeira (a líder da semana) Andressa colocou o insalubre Mateus Rocha completou a roça.

Vamos analisar friamente a chance de cada um.

- Sheila Melo: deve ser salva já de primeira. Seu carisma, um monumento à redonda arquitetura, vem encantando os brasileiros há mais de 10 anos, e nosso povo não iria trair a moça em um momento como esse.

- Mateus Rocha: ao lado de Geraldo Brasil e Mylena Ceribelli, forma a tríplice coroa da ausência de carisma da Rede Record. Mas deu sorte nessa primeira roça.

- Ana Paula: ninguém gosta de árbitros. Ela é teoricamente gostosa (close no teoricamente), mas seu jeito turrão e machorro não deve cair no gosto popular. Não há dúvidas de que ela será a primeira eliminada desta edição.

Lembrando que o pior sobre sair d’A Fazenda não é nem mesmo abandonar a luta pelo milhão de reais, mas passar a viver uma maratona ao lado do Geraldo Brasil. Pense bem nisso na hora de votar.

Voltamos a qualquer momento com nosso boletim.

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Geral

Zorra Total – Since 1999

Sério que o texto do meu quadro é ruim? Pô, valeu pelo toque, garotão!

Sério que o texto do meu quadro é ruim? Pô, valeu pelo toque, garotão!

Por estar naquela emissora e se manter há 10 anos no ar, o Zorra é a grande veia exposta do humor nacional. Outros conseguem ser piores, mas não tão criticados.

Tripudiar pobres, homossexuais e mulheres burras, exaltar a figura do malandrão esperto. Os alicerces históricos da graça cometida no Brasil estão presentes no programa desde o seu início.

Trocam-se atores, mudam-se bordões, mas tudo continua lá e, como era de se esperar, aceito e repercutido por uma enorme quantidade de gente.

Não, não é porque os telespectadores são ignorantes, velhinhos ou crianças que o Zorra segue firme.

O programa sobrevive porque é disso que o brasileiro ri.

Mesmo assim, Zorra virou uma daquelas unanimidades negativas que gente paunocool usa para demonstrar uma pretensa superioridade intelectual diante do chamado povão.

Eu tenho TV a cabo e condições para sair no Sábado à noite, mas prefiro denunciar a mediocridade que assola o nosso humor porque tenho coragem para colocar o dedo nessa ferida #prontofalei.

Eu tenho TV a cabo e condições para sair no Sábado à noite, mas prefiro denunciar a mediocridade que assola o nosso humor porque tenho coragem para colocar o dedo nessa ferida #prontofalei.

Mas do que esses críticos riem? Das mesmas coisas que os velhinhos e crianças que acompanham o Zorra, mas em embalagens diferentes.

Esbaldam-se com os vídeos de um mané repetindo o nome de um jogador famoso ou um preso alcoolizado dizendo que o cão em pessoa serviu sua cachaça. Mais recentemente, entraram no cardápio também comediantes solitários reciclando piadas de churrasco, aquelas que questionam a virilidade dos gaúchos, sacaneiam mulheres burras ou exaltam a esperteza malandra do próprio protagonista do show.

E daquela parada que o Miguel comete terça à noite ninguém fala nada, né. Tudo bem, tudo bem.

E daquela parada que o Miguel comete terça à noite ninguém fala nada, né. Tudo bem, tudo bem.

Não, o Zorra Total não é legal, mas não é pior do que o resto do nosso humor ou do que muitos importados televisivos considerados bons por motivos diferentes, como Friends ou Chaves.

Mesmo na pobreza geral de texto, não se pode negar o apelo pop de certos personagens garantido por alguns bons atores presentes na atração ou que já passaram por ela.

Maria Clara Gueiros, por exemplo, e o seu “vem cá, eu te conheço?” que caiu na boca de muitas das descoladinhas que falam viadês no twitter e em blogs de moda.

Vai repassar e-mail do Jabor e deixa eu ser feliz.

Vai repassar e-mail do Jabor e deixa eu ser feliz.

Lady Kate, a nutricionista baleia, o cara do olho gordo. Estão todos ali, no papo descontraído na salinha do café ou nas brincadeiras infantis da hora do recreio, mesmo que os polemistas do óbvio torçam o nariz.

ZT, fique em paz e continue a irritar.


Ca-laro, ca-laro.

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Altas Horas

Geisy Uniban no Altas Horas

Sábado aconteceu o esperado no Altas Horas. Sem nenhuma surpresa, Geisy Uniban estava lá. Isso era esperado, já que todas as coisas relacionadas a essa juventude vão no Altas Horas. Todas as coisas mesmo. Óbvio também era o rumo que a conversa ia tomar.

Serginho, aquele gênio, por algum motivo, achou que seria bom ter a moça lá, sentada diante da platéia, tendo que aguentar aquelas perguntas. A cara de empolgação dele sempre que falava algo tipo “bom pelo menos isso é bom pra enriquecer o debate” era bonita de ver.

Wayne's world

Quanto mais idiota melhor

Porque não existe debate nenhum nesse assunto. Não com a Geisy, não com a diretoria da Uniban, nem com os alunos da Uniban e nem com as minorias que estão saindo em favor da guria, o pessoal do “abaixo toda e qualquer forma de preconceito”. Todos são idiotas. E ver idiotas discutindo é uma das 5 coisas que eu mais gosto de ver na televisão.

A platéia do Altas Horas é a Uniban. Aquilo é o retrato da nossa juventude, seja o playboy da maconha ou o playboy da saúde. Geisy tava lá com aquele papo de “todo mundo tem direito de vestir o que bem quiser e todos tem que respeitar” e “quinta e sexta geralmente o pessoal ja vai pra facul com uma roupinha mais assim que é pra depois ir pra um barzinho ou uma balada ou algo assim”. A galera da platéia ou mandava coisas completamente babacas tipo “aeeeeeee pra começar nem era tão curto assim aeeeeeee” ou “geisy isso nao é bem uma pergunta é mais um comentario como VC se sentiria se outra pessoa estivesse usando uma roupa como a tua” e a galera ia abaixo “uuuuuuuuuuuuuuuh” e a geisy falava “veja bem todos merecem ser respeitados isso é o minimo” e o Serginho dizia “legal estamos enriquecendo o debate”.

Esse foi um dos pontos positivos do programa.

Chorão

Como convidados musicais, que eu lembre, tivemos Dudu Nobre e Charlie Brown Jr. fazendo uma jam session. Dudu Nobre ali com aquela atitude “meu cumpadi” e Chorão com sua atitude “atitudi”. Chorão é uma piada. O cara tem sei lá, 40 e poucos anos, e fica entretendo a galera vestido de piá de 15. E ainda fala aquelas paradas tipo “ja catei muita mulher”. Chorão cata mulher. E eles tocaram umas músicas juntos, Chorão mandou um “improviso” que eu tenho quase certeza já ter ouvido em outra música (sua poesia é muito marcante). Depois veio a tal “familia charlie brown” e acho que de musical foi só (fora a banda Altas Horas).

Ainda teve o Cleber Machado. E eu ainda não tinha visto ele dando entrevista depois do twitter fake e foi muito engraçado porque é daquele jeito mesmo. Maria Paula também falou alguma coisa (divulgou uma peça de teatro eu acho) mas se fosse pra eu reproduzir aqui teria que escrever tudo em maiúsculas porque ela tava em chamas aquele dia.

Um dos quadros idiotas que rola também, semanalmente, é o do “Com quem pareço”, onde os populares na rua falam com que celebridade parecem. E tem cada absurdo. Sempre aparece o cara e eu fico tentando adivinhar com quem ele parece antes dele falar e até hoje nunca adivinhei, porque ninguém se parece com porra nenhuma.

Geisy ainda desviou uma pergunta sobre sexo pra Laura com um “aaaaai gente nao vou perguntar nada sou muito polemica vai dar problema”. E a Laura foi espertíssima ao responder uma pergunta de um cara “entao meu amigo quer saber se e normal pro homem demorar muito mais que a mulher pra ejacular eheheheheh” com a mesma resposta que ela teria dado se ao invés de “demorar mais” o cara fosse “muito antes”. Brilhante a Laura.

E também foi a primeira vez em muito tempo que eu vi o programa inteiro, já que depois voltou a passar Family Guy.

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Geral

Márcia Goldschmidt

A Márcia tem uma história legal. Segundo consta da sua biografia não autorizada lá da Wikipedia, ela nasceu numa família pobre e foi morar em Paris, ali pela década de 80, onde trabalhou com o “agenciamento de artistas brasileiros”. Curto o eufemismo, mas na minha cabeça só consigo imaginá-la envolvida com cafetinagem.

Cansada dessa vida, retornou ao Brasil, deu um golpe do baú e casou com um suíço, de quem herdou o sobrenome chique: Goldschmidt. Quase o mesmo do amigo Tadeu. Já em terra brasilis, Marcinha montou uma agência de relacionamentos chamada Happy End e depois conseguiu um programa de mesmo nome na Rede Mulher.

Escreveu dois livros e um deles, veja só, também dedicado aos relacionamentos: Dicas para um Primeiro Encontro com Final Feliz.

Ela sempre foi uma pessoa que se empenhou em formar casais, por mais efêmera que fosse aquela relação de 2h entre uma putinha brasileira e um gringo. Mas algo aconteceu com Goldschmidt. Ela parou de se dedicar à resolução de problemas conjugais e passou a utilizar seu programa pra destruir relacionamentos.

marcia

Márcia virou o extremo oposto do amigo Silvio Santos.  Entrou numa vibe meio Dr. Abobrinha: primeiro tenta tomar a vaga daquele que fornecia binóculos e perguntava se era namoro ou amizade no palco em formato de coração, para depois a destruir relacionamentos.

Nessa tarde chuvosa do dia 10 de novembro de 2009, um casal cujo laço afetivo não era tão forte quanto as muralhas do Castelo Rá-tim-bum sucumbiu diante da VILÃ. Márcia colocou um polígrafo entre o casal composto por uma versão morena do Chrigor e sua quase futura esposa Marriete, a cara da amiga Miyadzu.

Se liga nas perguntas capciosas:

Márcia: você mentiu para conquistá-la? Chrigor: Sim. Polígrafo: verdade. Chrigor tenta se explicar: sobre condições financeiras, modo de trabalho.

O cara ganhou a guria no paparico, mas a Márcia fez questão de mostrar que ele é um 171. Tu trabalhavas com o que, Chrigor? Era traficante?

M: você se contenta com uma mulher só? R: Sim. Polígrafo: mentira.

Triste, Chrigor. Como tu caiu nessa? Todo mundo sabe que o homem algum se contenta com uma só mulher. Fala a verdade, cara. Deixa eu te ensinar: na hora da explicação, tu diz que deseja a Nana Gouvêa. Não a tua cunhada gostosa.

M: você já esteve com ela pensando em outra mulher? R: Não. Polígrafo: mentira.

Denovo aqui, Chrigor, mas deixava claro que tu te imaginavas com qualquer famosa menos a Fernanda Young.

M: você confessa que no início do namoro beijou outra mulher? R: Não. Polígrafo: mentira.

Chifrão, Chrigor. Como diabos tu tens coragem de passar por um polígrafo? Aí já nem sei mais.

marcia-goldschmidt-436
puro êxtase

Marriete diz que tudo acabou entre os dois. Bom trabalho, Márcia, menos um casal que vivia feliz na mentira.

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